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Governo fará contenção de gastos neste mês para manter meta fiscal

“Governo anuncia contenção significativa de gastos ainda em maio. Medidas visam cumprimento da meta fiscal de 2025.”

Governo fará contenção de gastos neste mês para manter meta fiscal

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Brasília (DF) — A equipe econômica do governo federal deve anunciar, no próximo dia 22 de maio, uma contenção significativa de despesas no primeiro relatório bimestral de receitas e despesas de 2025. A informação foi confirmada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo Durigan, a medida visa demonstrar o comprometimento da atual gestão com a meta fiscal estabelecida para o ano. O valor exato do bloqueio será definido nos próximos dias, mas estimativas de especialistas em contas públicas apontam para um corte entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões.

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Mudança de estratégia em relação a 2024

Ao contrário do que ocorreu no ano passado, quando os cortes mais expressivos foram realizados apenas no segundo semestre, o governo optou por adotar uma postura mais rígida desde o início de 2025. Em março, o primeiro relatório do ano não foi divulgado devido ao atraso na aprovação do Orçamento-Geral da União.

A decisão de antecipar o contingenciamento e o bloqueio orçamentário reflete a preocupação da equipe do ministro Fernando Haddad com a trajetória das contas públicas. Segundo interlocutores da Fazenda, a intenção é sinalizar ao mercado e à sociedade que medidas de controle estão sendo tomadas mesmo sem novas iniciativas legislativas.

Receitas abaixo do esperado e despesas em alta

De acordo com o governo, os dois mecanismos — bloqueio e contingenciamento — serão utilizados. Isso indica que as receitas estão crescendo, mas abaixo do ritmo projetado, enquanto os gastos obrigatórios estão superando as expectativas iniciais.

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O bloqueio ocorre quando as despesas crescem acima do previsto e é de difícil reversão. Já o contingenciamento se aplica quando as receitas não acompanham as projeções. A combinação de ambos aponta para uma conjuntura fiscal desafiadora no curto prazo.

Inflação maior pressiona orçamento

Com a inflação acima do nível estimado pelo governo ao elaborar o orçamento, surgiu uma margem adicional de cerca de R$ 12 bilhões para despesas. No entanto, esse espaço será praticamente consumido pelo aumento das obrigações legais, como benefícios sociais e reajustes automáticos.

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Na ausência de novas medidas fiscais — uma decisão política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva —, a orientação da equipe econômica é atuar com rigor já neste primeiro semestre. Se o cenário se mostrar mais favorável no decorrer do ano, o Tesouro poderá liberar parte dos recursos bloqueados.

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